Hemograma versus aspectos pré-analíticos: o que você realmente precisa saber?

2021-12-31 18:23:17 By : Ms. Shirly yu

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Débora Juliani 09/12/2021 | 17:51 • Atualizado há 22 dias

Prepare-se com quem mais entende do assunto!

Recentemente publiquei aqui, no Blog do Gran Cursos Online, um artigo intitulado “Os segredos por trás das três fases de um exame laboratorial” em que lhe apresento as três grandes etapas dos exames laboratoriais: a fase pré-analítica, a analítica e a pós-analítica. Se você ainda não leu, corre lá e leia antes de prosseguirmos, pois vai ser muito importante para que você compreenda o conteúdo do presente artigo.

Ótimo, então vamos prosseguir, agora que você já sabe que dessas três fases, a pré- analítica é a fase que apresenta mais variáveis e interferentes, além da menor intervenção da tecnologia e, por isso, é a responsável pela maior frequência de erros. E estes erros podem impactar sobremaneira no exame de sangue mais comumente solicitado pelos médicos na rotina: o Hemograma.

Por ser um exame ao mesmo tempo bastante simples porém que fornece informações valiosíssimas sobre o paciente, muitas vezes tomadas como ponto de partida para a maioria das investigações médicas, é essencial entendermos melhor quais as variáveis pré-analíticas mais relevantes em relação ao Hemograma e como evitar que erros desta natureza prejudiquem a qualidade do resultado liberado por nós, profissionais das Análises Clínicas. Vamos lá?

Vamos começar pelo jejum. Para o Hemograma completo é importante que o paciente se mantenha por pelo menos 3-4 horas sem ingerir alimentos, sendo liberado o consumo de água com moderação. Isso se deve ao fato de que a turbidez pós-prandial (lipemia) interfere em metodologias espectrofotométricos ou fotocolorimétricos como é o caso da determinaçãode hemoglobina (em g/dL).

A seguir passamos para a coleta do sangue propriamente dita. E aí devemos nos lembrar não só da necessidade da coleta do sangue por meio de uma punção venosa de qualidade, preferencialmente nas veias do antebraço (mediana cubital, cefálica ou basílica) com o bisel da agulha localizando-se na luz do vaso sanguíneo (sem atravesá-lo ou colabá-lo), como também do uso de tubo contendo o anticoagulante adequado que, no caso do Hemograma, é o EDTA K3 / K2, sempre seguida de delicada homogeneização por inversão para completa solubilização do anticoagulante e a correta anticoagulação da amostra de sangue. Do contrário, a amostra poderá conter microcoágulos que causam o entupimento de contadores de células, sendo capazes de induzir a erros de medidas.

No momento da coleta deve-se considerar também a posição do paciente, pois a mudança da postura supina (deitado de face para cima) para ereta promove um afluxo de água do vaso capilar para o interstício e assim, a concentração do hematócrito, hemoglobina eleucócitos podem aumentar de 8 a 10%.

O tempo de garroteamento (aplicação do torniquete) também é importante e não deve ultrapassar 1 minuto. Logo após a entrada do sangue no bisel da agulha, o torniquete deve ser liberado. Um garroteamento além desse tempo ocasiona estase localizada, hemoconcentração, hemólise e infiltração de sangue nos tecidos, resultando em aumento do VCM, por exemplo.

A correta sequência de tubos quando a coleta do sangue for destinada a diversos setores deve ser respeitada, sendo esta:

1 – Frasco de hemocultura 2- Tubo com citrato de sódio 3 – Tubo com ativador de coágulo (com ou sem gel separador) 4 – Tubo de heparina 5 – Tubo de EDTA 6 – Tubo de fluoreto de sódio

Falando em anticoagulantes, um fenômeno interessante que afeta cerca de 0,1% do total das contagens de plaquetas realizadas nos Laboratórios Clínicos e que é facilmente contornável é a pseudotrombocitopenia induzida por EDTA. Seu mecanismo fisiopatológico ainda não é muito bem definido, porém, acredita-se que autoanticorpos (em geral da classe IgG) encontrados no plasma de alguns pacientes podem reconhecer, in vitro, epítopos expostos do EDTA. Esse processo acarreta em uma agregação plaquetária levando a falsa diminuição da quantidade de plaquetas e à formação do satelitismo plaquetário (rosetas de plaquetas ao redor de leucócitos). E como podemos contornar este artefato laboratorial? Muito simples: basta repetir a contagem de plaquetas do paciente em tubo contendo citrato de sódio, no qual o evento mão ocorre.

Por fim, vale lembrar da possibilidade da presença das crioaglutininas devido ao resfriamento da amostra, após coletada, à temperatura da sala (ar-condiconado), antes de entrar na máquina. As cioaglutininas são anticorpos do tipo IgM que podem ser produzidos por alguns pacientes e que provocam aglutinação dos eritrócitos em temperaturas abaixo de 37 °C. Como resultado, a contagem de eritrócitos e o VCM são falsamente diminuídos enquanto o VCM, HCM e o CHCM são falsamente aumentados. Para contornar essasituação, as amostras devem ser aquecidas, durante 30 minutos, a 37 °C antes das contagens serem realizadas.

Gostou? Espero que sim! Então aguardo você no próximo artigo!

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